e eu sempre estive lá. a tonta, sentada, com um cigarro queimando na mão e assistindo a fumaça subindo e dando voltas e voltas e voltas. aí tu aparecia e eu apagava o cigarro e pisava na brasa e te esperava se aproximar. e tu nunca vinha. tu nunca veio. tu nunca vem.
e meus braços estavam abertos. mesmo cruzados sobre o peito enquanto eu tremia de frio, o peito estava sempre aberto e esperando. mas sempre tinha mais alguém. mais alguma coisa. mais algum nada.
e eu continuei sentada. frio, calor, sol, arizona, deserto e chuva. eu já vi de tudo. vi todo mundo. cansei de ver.
um dia, eu sonhei que tu veio, sentou do meu lado, passou o braço pela minha cintura e me levou pra outro lugar. mas a gente só passou a noite fora e tu me trouxe de volta, voltou pra casa e voltou pra ela. e tu nem tentou. tu nunca tenta. tu não vai tentar.
Friday, October 29, 2010
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